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Quem tem guarda compartilhada paga pensão?

  • há 8 horas
  • 3 min de leitura

A guarda compartilhada não significa divisão automática de despesas nem isenção do pagamento de pensão alimentícia. Esse é um dos equívocos mais comuns após a separação.

Guarda compartilhada trata de responsabilidade parental e decisões conjuntas sobre a vida do filho. Já a pensão alimentícia trata de equilíbrio financeiro entre necessidade da criança e capacidade contributiva dos pais.

São institutos diferentes.

Por isso, mesmo em guarda compartilhada, em regra, permanece a obrigação de pagamento de pensão.


Guarda compartilhada não é guarda alternada

Muitos pais associam guarda compartilhada à ideia de “cada um paga quando o filho está em sua casa”. Essa lógica não é adotada pelo Judiciário.

Na guarda compartilhada:

  • as decisões são conjuntas

  • o tempo de convivência pode até ser equilibrado, mas existe um lar de referência, visando manter a rotina e organização da criança.

  • mas a responsabilidade financeira continua sendo proporcional à renda de cada genitor e aos custos efetivos com o filho.


Na prática, é comum que o genitor que não possui o lar de referência fixado permaneça pagando pensão, afinal, no dia a dia, as despesas estarão sendo suportadas pelo outro genitor.

Assim, o objetivo não é compensar o tempo de convivência, mas preservar estabilidade financeira da criança e critério permanece sendo necessidade e possibilidade.


É possível não haver pensão na guarda compartilhada?

Sim, mas isso não é automático e nem o padrão.

A ausência de pensão costuma ocorrer quando:

  • ambos possuem rendas semelhantes

  • as despesas são efetivamente divididas de forma equilibrada

  • há organização financeira formalizada

Nesse caso, é preciso formalizar em acordo a divisão equilibrada das despesas, informando que não se trata de renúncia aos alimentos, mas sim de uma organização balanceada no dia a dia, o que estará sujeito à homologação do juiz.

Sem acordo claro ou decisão judicial nesse sentido, presumir que não há obrigação pode gerar execução futura.


O que muda financeiramente na prática

Na guarda compartilhada, o que muda não é a obrigação alimentar em si, mas a forma de organização das despesas.

É comum que o juiz estabeleça:

  • valor fixo mensal

  • divisão percentual de despesas específicas

  • responsabilidade direta por determinados custos

Quanto mais detalhado o acordo, menor o risco de conflito posterior.


Reduz automaticamente o valor da pensão?

A guarda compartilhada, por si só, não justifica redução automática da pensão.

Se houver alteração na renda ou redistribuição concreta das despesas, pode ser cabível ação revisional. Mas a simples mudança do regime de guarda não altera, de forma automática, o valor fixado anteriormente.


Onde surgem os principais conflitos

Os conflitos normalmente aparecem quando:

  • um dos pais entende que, por ter convivência, deve pagar menos

  • despesas não previstas passam a ser cobradas

  • não há clareza sobre o que está incluído no valor fixo

A ausência de organização financeira formal costuma ser o verdadeiro problema, e não o regime de guarda em si.


Conclusão

Guarda compartilhada não elimina, por si só, o pagamento de pensão alimentícia. A obrigação financeira continua sendo analisada com base na renda de cada genitor e nas necessidades do filho.

Cada situação possui particularidades. Uma análise técnica feita por um advogado especialista em direito de família evita decisões precipitadas e preserva direitos.

Se você precisa compreender como a guarda compartilhada influencia suas obrigações financeiras, é possível solicitar uma análise individual do seu caso.

Você pode preencher o formulário disponível no site ou entrar em contato pelo WhatsApp para uma avaliação inicial.


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Cada situação possui particularidades. Uma análise técnica adequada evita decisões precipitadas e preserva direitos.

 
 
 

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