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Doação em vida x Testamento: qual a melhor forma de transferir bens?

  • advanaclaracoelho
  • 28 de ago.
  • 2 min de leitura
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Introdução

Um dos maiores receios de quem construiu um patrimônio relevante é garantir que a transferência de bens para filhos e herdeiros ocorra de forma segura, eficiente e sem conflitos. Entre as alternativas mais comuns estão a doação em vida e o testamento, cada uma com vantagens e limitações.


Mas, afinal, qual é a melhor escolha?


O que é a doação em vida

A doação em vida é o ato pelo qual uma pessoa transfere parte de seus bens para outra ainda em vida.

  • Pode ser feita de forma integral ou parcial.

  • Pode incluir cláusulas restritivas (inalienabilidade, incomunicabilidade, usufruto).

  • Tem incidência do ITCMD, pago no momento da doação.

Vantagens:

  • Antecipação da sucessão.

  • Redução de conflitos familiares.

  • Possibilidade de usufruto vitalício.

Desvantagens:

  • Perda da disponibilidade imediata do bem (dependendo da cláusula).

  • Incidência do ITCMD no ato.


O que é o testamento

O testamento é um ato jurídico que organiza como os bens serão distribuídos após a morte.

  • Garante a vontade do testador.

  • Pode dispor da parte disponível (50% do patrimônio).


Vantagens:

  • Flexibilidade para organizar a sucessão.

  • Permite beneficiar pessoas fora da ordem de herança.

  • Pode incluir cláusulas específicas de proteção.

Desvantagens:

  • Obrigatoriedade do inventário.

  • Possibilidade de questionamento judicial.


Diferenças práticas entre doação em vida e testamento

Aspecto

Doação em Vida

Testamento

Momento de eficácia

Imediato

Após o falecimento

Incidência de ITCMD

No ato da doação

No inventário

Possibilidade de usufruto

Sim

Não

Sujeito a litígio

Menor risco

Maior risco

Qual a melhor escolha?

Não existe resposta única. A decisão depende de:

  • O tipo de patrimônio (imóveis, empresas, investimentos).

  • O perfil dos herdeiros.

  • O planejamento tributário mais adequado.

Muitas vezes, a melhor estratégia é combinar as duas ferramentas, usando doações em vida para antecipar parte da sucessão e o testamento para organizar a parte restante.

Ambas as opções estão sujeitas a questionamentos e até a serem invalidadas se não observarem os parâmetros legais.

Essa análise precisa ser feita por um especialista, que, analisando a situação, poderá orientar qual o melhor caminho a ser seguido.


Conclusão

Garantir a correta transmissão de bens não é apenas uma questão jurídica, mas também de preservar o legado e a harmonia familiar. Tanto a doação em vida quanto o testamento oferecem caminhos válidos, mas cada um tem limitações que precisam ser avaliadas. Por isso, é fundamental contar com o acompanhamento de um advogado especialista em Direito de Família e Sucessões, que poderá indicar a estratégia mais adequada para proteger o patrimônio e reduzir riscos de conflitos futuros.


FAQ (Perguntas Frequentes)

1. É possível doar todos os bens em vida? Não. Por lei, deve-se resguardar a legítima dos herdeiros necessários (50% do patrimônio).

2. A doação em vida pode ser contestada? Sim, em casos de violação aos direitos dos demais herdeiros ou vícios de consentimento.

3. O testamento pode ser alterado? Sim. O testador pode revogar ou modificar o testamento a qualquer momento, desde que esteja em plena capacidade.

4. Qual paga mais imposto: doação ou testamento? Depende do estado e da alíquota do ITCMD. Na Bahia, por exemplo, a alíquota incidente na doação é menor.

5. Posso incluir imóveis e empresas no testamento? Sim, desde que respeitada a legítima dos herdeiros necessários.

 
 
 

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